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O 8553, no dia em que formava uma esquadrilha que fez um sobrevoo de boas vindas ao porta-aviões americano USS Constellation CV-64, fundeado na Baía da Guanabara, justamente em 1963.
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...a criação do Primeiro Grupo de Aviação Embarcada foi um movimento de emergência das chefias do então Ministério da Aeronáutica, sem um real planejamento, ou, intenção prévia de fazê-lo. A motivação da iniciativa foi o fato da Marinha ter comprado o Minas Gerais, e desejar possuir e operar os aviões que comporiam o grupo aéreo do navio. Para o Ministério da Aeronáutica, significava o risco de perda de fatias importantes do orçamento (e, com ele, prestígio - para ser bem acadêmico). De todos os modos, durante o processo de sua criação/formação, o GAE tomou a forma aproximada dos grupos "Hunter-Killer" da Marinha dos EEUU, operando não só aviões, mas, também, helicópteros.
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A bolacha dos Anujás do 2º/1º Grupo de Aviação Embarcada. Esta foto aparece no grande álbum "Histórico Fotográfico" da unidade, no ano de 1961. Era, acredito, o único álbum de fotografias que ainda existia quando saí de Santa Cruz.
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Os helicópteros do GAE compunham o 2º Esquadrão do 1º Grupo de Aviação Embarcada (2º/1º Gp. Av. Emb.) que, por fim, acabariam passando à Marinha em 1965, por força da acomodação que permitiu, enfim, que pelo menos os aviões do GAE (1º/1º GAE), pudessem ir a bordo do Minas Gerais. Nada obstante, nesta data, em 04SET63, quando os helicópteros ainda permaneciam na carga do Grupo, os Anujás foram empregados no apoio ao Corpo de Bombeiros do Paraná, que lutava contra sérios incêndios florestais.
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Claro, aviões e helicópteros destinados a operar em porta-aviões, são projetados para dobrar o que for possível, em função da necessidade de economizar espaço a bordo dos navios. Aqui uma foto da revista O CRUZEIRO mostra o "53" nas rotinas do do 1º GpAvEmb, no interior do hangar do Zeppelin, em Santa Cruz.
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O H-34 8553 (na primeira foto, dos arquivos do GAE salvos da reciclagem) iniciou a "Operação Anujá Bombeiro", junto aos H-34 8552 e 8554. Os helicópteros foram apoiados pelo B-25 5079 que, também, ainda permanecia na carga do Grupo. É ele na foto abaixo, que me foi enviada pelo meu amigo, pesquisador e entusiasta, Jose Henrique Mendes, a quem sou sempre agradecido...
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Os lindos B-25, cansados, sem nenhum equipamento eletrônico, foram disponibilizados para o GAE, e constituíram o primeiro material aéreo da unidade, quando o 1º/7º GAV, em Salvador, recebeu os seus primeiros P-15, em DEZ58. O 5079 era o remanescente deles, em 1963.
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